
Levada, como meninos risonhos.
Uma vida regada em sonhos,
Sonhos errados por excesso.
domingo, 10 de abril de 2011
SONHO VIVO

sexta-feira, 1 de abril de 2011
Relações?
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Façanhas
Faz-se presente, mesmo quando ausente.
Faz-me contente, ainda que indiferente.
Fez-me emotivo, menos racional.
Faz-me criativo, mais passional.
Faz-se feliz, só pra me agradar.
Forja a cicatriz, só pra te abraçar.
Faz-se nervosa abrindo caminho.
Faz-se dengosa pra ter meu carinho.
Fez-se motivadora, és minha impulsão.
Formou-se administradora do meu coração.
Autor: Felipe Oliveira
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Sonhos...
Às vezes somos
apenas sonhos
de não ser o que fomos.
Ainda poderia ser pior,
depois de muito suor
sabermos que iremos ao pó.
Somos apenas projetos,
projetados nos restos,
resultados de processos.
Um filho de pais,
um sonho juvenil de casais,
de criar deles algo a mais.
Nosso nome há muito sonhado
por alguém do passado,
em nós fora forjado.
Nossa idade no presente:
sonho de algum displicente,
que envelheceu derrepente.
Nossa profissão,
desejo nosso? não...
ai.. doce ilusão.
Processo de sonhos em excesso
de algum carpinteiro do universo
que começara pelo sentindo inverso.
Pior seria se fosse nosso pai,
pois um dia a ficha cai
e gemer sem falar iríamos: "ai"
Ai de nós senão tivermos sido,
Um bom filho, um bom marido,
um bom amante, um bom amigo!
Projeções de fora,
que formam o mundo de agora
e nos roubam delícias de outrora.
Autenticidade, onde?
o original se esconde,
quem planejou não responde.
Até certo ponto iludidos,
considerando-se traídos,
quando nos descobrimos perdidos!
Quando descobrimos a vida,
a sina...
a lida...
Aqui, minha vida inteira confesso
Levada, como meninos risonhos.
Uma vida regada em sonhos,
Sonhos errados por excesso.
Autor: Felipe Oliveira
domingo, 25 de julho de 2010
Bem comigo.... melhor contigo!
Hora boba,
tolas horas,
faminta loba
me devoras,
inebriante néctar da tua boca
na vivência de outrora
pelos dias que se fora
encravaram-se na memória
Na mesa sua sopa

Na infância, amoras
Na cama apenas roupa
e agora? somente sobras
Resquícios de uma vida louca
nesta imensa copa
palco de dúvida e escolha
escolha tão torta.
Lento e como em gangorra
tempo passa mas retorna,
dia, semana que se escoa
mas lembranças que transforma...
me transtorna..
me transporta..
me...
há barulho lá fora..
chaves na porta
ahhhhh.. você está de volta!
Autor: Felipe Oliveira
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Distração
certa
de encenação
concreta
sobre a paixão
...és minha reflexão
Cutícula

Perversa
rouba sua atenção
da conversa
em questão
...perco a razão
Partícula
me enervava,
tempo cão
que se passara
e volta mais não
...tudo intuição
Gotícula
encerrara
em ablução
uma cratera
no seu coração
...doce ilusão
emoção...
...paixão
coração...
...
vence sempre minha razão!
Autor: Felipe Oliveira
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Ar...
Carinhos, que tu não se cansa em me dar
Volúpia constante em se doar.
Amo quando me afaga com teu olhar,
alegro-me quando gargalhas ao prosear,
me animo ao perceber teu dengo a me chamar,
enfim adoro contigo ficar,
com você o tempo passar
e em ti meu corpo se arrastar.
Adoro sua voz doce no meu ouvido sussurrar,
Delícia é sentir a tua pele na minha tocar
Suspiros me vem por tua língua em meus pêlos roçar
Você me faz sonhar,
Acordado, viajar...
De prazer, delirar
Te amo, e ao teu lado sempre quero estar.
Sinto-me seguro ao te abraçar,
És meu porto, minha luz, meu luar,
És espaço, tempo, lugar,
és meu lar.
Autoria: Felipe Oliveira & Juliana Ferreira
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Amores Mudos
Descendo a bahia
um casal mudo,
nem assovia
e é tudo.
Tudo que havia
naquele intervalo...
as mãos da companhia
e dedos calados.
Calados na algaravia
da metrópole alvoroçada
pelo fim do dia
que na rua lhe escapava.
Escapava olhares em demasia,
furtivos, as escondidas
e ambos ao resto assistia
sem as honras devidas.
De vidas por certo vadias
retratara a película
que o diretor lhes trazia
naquela noite tranqüila.
Tranqüila até onde podia,
pois naquela tarde
uma discussão tola havia
maltratado um coração que arde.
Arde agora na noite vazia,
no vazio do teu quarto silencioso,
silencioso fazendo o quê, não sabia,
sabia porém que de um modo impetuoso
o texto na cabeça surgia,
e de um jeito tenebroso
toda cólera sumia
e assim, ardoroso
calado, jazia
um espírito doloso
e um novo se erguia.
Autor: Felipe Oliveira
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Cinco Sentindo-te
contorcendo-me com uma vontade louca
de ter seu corpo inteiro na boca.
Tic-tac, o relógio me deixa infeliz,
demora a passar o tempo, me faz cicatriz
que maldade esta, de lembrar-te pelo nariz.
Tateando no escuro sem medos,
percorrendo o lençol da cama em rodeios,
imaginando teu corpo em meus dedos.
Na cabeça passam rápidos momentos gloriosos,
tempos de delicadeza, ternura... saborosos,
Ahhh, como te queria diante dos meus olhos.
Quando tua boca em meu ouvido se parelha
e faz soar suspiros que me incendeia,
inigualável festa faz-te em minha orelha.
Só com teu falarjá lhe provo com meu paladar,
mesmo na escuridão
perto de ti não perco a visão.
Ainda que encoberta, de fato,
não resistirias ao meu tato,
E ainda que exprimisse um "palavrão"
dulcíssimo seria à minha audição.
Culpa disso tudo é teu perfume insensato,
incutindo desejos através do meu sensível ofalto.
Autor: Felipe Oliveira
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Amo Amar-te
Amo amar você,
Amo amar-te com sexo,
Amo-te ao cinema com afeto,
Amo seu jeito de ser,
Amo seus lábios cálidos,
Amo seus pensamentos sábios
Amo seu modo de ver,
Amo seus olhos puxadinhos,
Amo seus afagos e carinhos.
Amo você ao comer,
Amo seus dentinhos mastigando,
Amo-te sorrindo, sonhando.
Amo todo o teu ser,
Amo a sua companhia,
Amo-te em família.
Amo, amo, amo você...
Amo teu caminhar...
Amo o teu olhar...
Amo teu gargalhar...
Amo o teu falar...
Amo contigo viajar...
Amo contigo sonhar...
Amo o teu jeito de amar.
Autor: Felipe Oliveira
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Desespero III
Com os olhos marejados
fito o espelho.
Busco do outro lado
um palpite, um conselho.
O reflexo não me diz nada...

não me satifaz,
a imagem de uma cara parada.
Isso não me trará paz.
Tateando o escuro...
procurando respostas.
Parece absurdo,
mas ainda não há questões propostas.
Então, o que buscar?
o que fazer?
o que encontrar?
o que saber?
Quão difícil é traduzir os sentimentos...
Por mais que me esforce não encontro argumentos.
Palavras, frases, nada, apenas me atormento
até quando será que aguento?
será loucura entristecer sem saber?
será certo chorar sem porquê?
O sono talvez tira tudo isso da cabeça...
Mesmo que eu não sei "o quê"
faça com que eu esqueça
e continue sem saber.
Autor: Felipe Oliveira
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Chuvisco em Gárgulas
“Amores vêm e vão
Como tempestade de verão”?
Ou como garoa fina
Tanto molha que nos alucina?
Que aos pouco nos invade.
Tão fina que em nós arde
Testando a impermeabilidade
De nossos trajes.
Percorre os espaços recônditos
Declarando-nos cômicos,
Fracos de entendimentos,
Inexperientes em sentimentos.
Trôpegos por sonhos em excessos.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Quem ama...
Quem ama não busca recompensa,
Perdoa a ofensa
Não cria sentença.
Quem ama não se exaspera, 
De alma se entrega
A tudo tolera.
Quem ama, pratica a sinceridade,
Com generosidade
E ainda bondade.
Quem ama vive em harmonia,
Doa alegria
Desconhece a nostalgia.
Quem ama não olha currículo,
Acolhe o mal-visto
Escuta o mal-dito.
Quem ama dispensa exame,
Não teme o vexame...
Pratique, ame!
Autor: Felipe Oliveira
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Bulício
Hmmm... sinto um cheiro
forte e doce,
não é deste meio
confuso pensei que fosse.
Deitado em tua cama
alucino em uma comparação,
declararás insana,
mas amo esta confusão.
Da cozinha pressinto o líquido
em ambos misturo
A razão é incapaz
para domar esse desejo tenaz
apartar um belo corpo sagaz
e é isto o que me apraz.
Saber que junto de ti sou paixão
junto de ti há prazer
junto de ti há tesão
as vezes não dá pra crer.
Sonho acordado
ao teu lado
bebendo o líquido calado.
Autor: Felipe Oliveira
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
A Carta
A vida às vezes nos pega de surpresa...
É nessas horas que pulsa o coração...
As pernas tremem, o corpo fraqueja...
Não conseguimos controlar, nem a própria mão!
Os olhos se enchem d’água...
Quando lemos as letras, as palavras...
São as frases que nos afaga...
Mas as pernas ainda parecem travadas!
Talvez sejam assim seus gestos ao pegar nesta carta...
Creio que isso não te deixará farta!
Farta de mim, farta de nós...
Queria que estivéssemos sós!
Mas não estamos?
Creio que sim.
Nós nos amamos.
É isso que importa no fim?
Estamos em um momento que nada faz sentido...
No momento em que o sentido não tem sentido...
Porque não há nada para ser sentido...
E o que sentimos não é o sentido!
Às vezes escrevemos tudo...
E não dizemos nada.
Mesmo assim, não é uma conversa de mudo...
Nem mesmo um conto de fada!
Às vezes é o que o coração sente...
É o que a paixão fala...
A razão não entende...
A compreensão em nós falha.
Distância cruel...
E ao mesmo tempo amiga...
Desejos como fel...
Amargam minha vida!
“Por que será que está me enviando isto somente agora?”
É uma pergunta sem resposta...
Eu não quero que você chore...
Não é esta a proposta!
Chorar por quê? Há motivos?
Não, talvez não...
Ainda, estamos vivos...
E em nós bate um coração.
Tristeza e alegria... Sentimentos!
Dúvidas, perguntas e questões...
Para você, tormentos.
Para mim? Emoções
Louco! Você diria...
Eu? Porque não?
Não era isso que queria?
Está no seu coração.
Está em suas mãos
Uma vida cheia de escolhas...
Está em seu coração...
Não permita que isso morra!
“essa é a carta mais louca que eu recebi!”
Talvez essa seja a mais bela que já escrevi.
O que queria dizer no início dela? Esqueci...
Tudo que coloquei não importa... Eu já li!
Dizer que te amo no final?
Não, não será esse o desfecho
Qual seria a razão para tal?
Eu já não disse no começo?
Oito de abril de dois mil e sete...
Domingo...
“é isso que ele lhe remete?
Mais nem um pingo?”
Autor: Felipe Oliveira
terça-feira, 25 de agosto de 2009
A MAÇÃ

Devo ficar?
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Desespero II
Sinto-me cansado...
Tenho sono. 
Acho que fui largado...
Sinto o abandono.
Desejo louco de deitar...
Vontade doida de não ver...
A impossibilidade de você me amar...
Sonho com isso até o amanhecer.
Ânsia e desamparo...
Dúvida que vem com despreparo...
Tudo isso me custa caro...
Mas não ligo, amanhã já saro.
Amanhã pode ser muito tarde...
Mas hoje sinto que é cedo...
De saudade o peito arde...
Trazendo consigo o medo.
Medo do furor desta chama...
Dentro do corpo, bate um coração que ama...
E por ti... ele clama...
Realidade insana!
Autor: Felipe Oliveira
Desejo Febril
Observar...
O corpo inerte no chão...
Escutar...
A batida forte do coração...
Tocar...
A maciez da sua mão...
Olhar...
Tudo isso que não é ilusão.
Vestir...
Com sêda macia teu corpo nu...
Sentir...
Os pêlos eriçados de desejo cru...
Sorrir...
Para o dia de um céu azul...
Encobrir...
O teu nome de todos, Ju.
Saber...
Que amanhã é um novo dia...
Perceber...
Que muito se passa, até a alegria...
Entender...
Que não era o que se queria...
Crer...
Que algo superior é o guia.
Não estou em um hospício
por pensar assim...
mas nem tudo precisa ter início
para que haja fim.
Autor: Felipe Oliveira
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Liberdade Adquirida
amo assistir...
amo escrever...
amo sorrir...
Amo livro...
amo a cena..
em mim só há um crivo..
que é não ter pena!
pena das vidas vazias...
da formalidade sem sentido..
eu quero mais as risadas vadias..
que muito de nós tem temido.
Mocidade vil...
Adultos insanos..
Amizade pueril...
levando uma vida de enganos..
Quero fugir deste mundo urbano..
Quero lama nos pés...
cheiro de barro...
perfume de mulher..
em meio o orvalho...
uma estrada...
um dia de sábado..
uma água gelada..
pra acalmar os beijos cálidos..
a poeira na perna..
as risadas sem freios..
antes o vinho na taberna...
.. realizações sem rodeios.
Autor: Felipe Oliveira
Diário
E também dela...
Não escrevo em um breu...
Nem à luz de vela.
E ao lado um tinteiro...
Escreviam em uma folha amassada...
Poemas inteiros.
O tempo onde pessoas escreviam...
Anedotas, histórias e estórias...
E muitas vezes mentiam...
Descrevendo honras e glórias.
Poetas com os seus poemas...
Filósofos com os seus tratados...
Escrevia para as multidões, dezenas...
Que após ler, sentiam-se lavados.
Embriagavam com os seus pensamentos...
Vivia com paixão aqueles momentos...
Assombravam com tamanhos tormentos...
Deixando nas cartas as marcas de seus sentimentos!
Escrevendo versos em um computador...
Com apenas um destino comum...
Atingir uma linda moça, de que jeito for...
Nem ao menos com o bom e o belo...
Isso pertence a pensamentos alheios...
Aqui somente meus sentimentos revelo.
Com uma imagem, uma lembrança...
Que apesar da distância, ainda há esperança
Que as vezes á acompanha de dor...
Houve controvérsias e discussões...
Mas não importa, são paixões...
Que veio com afeto e cumplicidade.
Pois parece-me que não fiz nada...
Hoje vivo sem guias....
E me satisfaço na noite calada.
Poemas e sentimentos...
As vezes até com excessos...
Invoco alguns momentos.
Momentos de alegrias...
Mesmo que não houve beleza...
Mas era o que me parecia...
Não para mim, nem para ti...
Apenas o relógio que arde...
E me separa de si.
Aguardo ansioso o momento...
Em que desfrutaremos...
Autor: Felipe Oliveira


